sábado, 4 de abril de 2015

Pneumatologia: Os Dons do Espírito - natureza e propósito

Os Dons do Espírito e a Igreja

Ainda dentro do tema da relação do Espírito Santo com a Igreja, veremos neste tópico, a  ação mais direta do Espirito Santo como o organizador da Igreja no sentido de ser o distribuidor das instrumentos que fazem a igreja funcionar para a glória de Deus.
Na aula de hoje veremos sobre a natureza e propósito dos dons espirituais e como devemos exercê-los de maneira que alcancemos o mais elevado potencial de crescimento para a nossa vida cristã.

Quanto à origem dos Dons Espirituais
Em 1 Coríntios 12, Paulo trabalha com a natureza e definição  destes dons, começando com uma expressão “pneumatikon” (coisas de origem espiritual). A raiz desta expressão é “pneuma” (espírito), mas declinada numa forma nominal chamada “genitivo” que indica  origem.  Era como se Paulo estivesse dizendo: “coisas de origem espiritual”, ou simplesmente “coisas espirituais”, ou ainda “aquilo que é dado pelo Espírito”. Evidentemente, a nossa tradução lapidou esta expressão para a tradução “dons espirituais”.
A respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes (1Coríntios 12.1).
No fundo, toda a carta aos Coríntios foi motivada por um problema de divisão que se acentuava na igreja de Conrito, em função, também de uma compreensão errônea da natureza dos dons e de sua finalidade na igreja.
Bem no início da carta ele aponta à igreja de Corinto o quanto eles foram abençoados com a manifestação das ferramentas de Deus para o funcionamento da igreja, os seja, os dons (karisma).
Sempre dou graças a meu Deus a vosso respeito, a propósito de sua graça, que vos foi dada em Cristo Jesus; porque, em tudo, fostes enriquecidos nele, em toda a palavra e em todo conhecimento; assim como o testemunho de Cristo tem sido confirmado em vós, de maneira que não vos falte nenhum dom, aguardando vós a revelação de nosso Senhor Jesus Cristo (1 Coríntios 1.4-7).
Entretanto, a manifestação destes dons não estava produzindo a santidade e o surgimento de uma igreja melhor e mais preparada para o dia da visitação. Este fato se dá, porque em muitas coisas eles confundiram os dons como sendo possessões pessoais e distorceram a finalidade do dom, pensando servirem como ferramentas para a construção do próprio ego. Entenderam os dons como ferramentas pessoais e não coletivas, com finalidades de promoção pessoal e não do crescimento mútuo.
Dentro da tratativa destes problemas é que Paulo trabalha no capítulo 12 com o tema. Onde veremos que ele começa dizendo que até mesmo o fato de considerarmos Deus como nosso Pai é um resultado da obra do Espírito e não uma vantagem ou glória pessoal.
Por isso, vos faço compreender que, ninguém que fala pelo Espírito de Deus afirma: Anátema, Jesus! Por outro lado, ninguém pode dizer: Senhor Jesus!, senão pelo Espírito Santo (1Contíntios 12.3).
A centralidade da obra do Espírito Santo como organizador e condutor da Igreja é o centro do argumento do apóstolo Paulo. Quanto Á questão dos dons, este é o ponto principal de Paulo, ou seja, que a igreja compreende que tudo o que está relacionado aos dons na igreja é centrado na obra e propósito do Espírito Santo.

Quanto à Diversidade da obra do Espírito
 A obra do Espírito é realizada dentro de um contexto de diversidade de mecanismos e ferramentas. Em outras palavras, os dons, os serviços e realizações dentro da obra do Senhor, não apontam para gradação de privilégios, mas de estruturas diferentes cuidadosamente estabelecidas para o funcionamento do todo.
Como em uma construção, temos diversos elementos, dos mais caros aos mais baratos, dos mais conhecidos e visíveis àqueles quase invisíveis em uma obra etc. Uma viga de concreto e um pilar podem ser muito visíveis em uma obra e servirem à uma finalidade reconhecidamente importante no contexto de uma construção.
Mas, tão importante quanto um pilar central de uma construção é a estaca dos blocos de fundação, submersas na terra, algumas vezes, nem lembradas quando  o prédio está pronto. Contudo, se estas estacas não forem executadas com métodos construtivos adequados, de acordo com cálculos corretos, toda a estrutura de um prédio pode ruir e são elas, que transferem todo a carga capitada por lajes, vigas e pilares para o solo.
Outro exemplo que pode nos servir são as peças de um motor. Muitas vezes, o que está emperrando o funcionamento adequado de uma máquina não são os grandes componentes de um motor, mas um pequeno parafuso, ou a falta de uma arruela de pressão em algum ponto.
Enfim, a diversidade dos dons tratada por Paulo era uma das lições que ele desejou que os crentes de Corinto aprendessem para que pudessem compreender melhor os seus próprios dons. Afinal, alguns, podemos dizer, podem ter dons parecidos com pilares e vigas e outros terem dons como estacas submersas. Não se trata de ser melhor ou pior, mas de cumprir funções diferentes.
Ora, os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo. E também há diversidade nos serviços, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos (1Coríntios 12.4-6).   
Note no texto que o ponto de Paulo é apontar para a diversidade dos dons, dos serviços e das realizações, de forma a sempre enfatizar que isto não é resultado de potenciais humanos, mas da obra do Deus Trino.

Quanto ao propósito da obra do Espírito
Este é um dos aspectos da obra do Espírito que Paulo trata nesta primeira parte do capítulo 12. Ele começa afirmando que a concessão da manifestação do Espírito tem um “fim proveitoso”.
A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando um fim proveitoso (1Coríntios 12.7).
A palavra que Paulo usou é “sinpheros” (proveitosa), que é união de duas palavras, o sufixo “sin” que tem a ideia de comum ou conjunto e “pheros” que trás a ideia de apoio, ajuda etc. Bem, para melhor entendimento do fim proveitoso a que Paulo está se referindo é o bem comum, a ideia de que a manifestação do Espírito visa o proveito de toda a coletividade, no caso a Igreja.
Esse bem coletivo é o propósito do Espírito Santo, mas além dele desejar o bem coletivo é ele também quem o define, afinal, ele distribui suas ferramentas conforme lhe apraz.
Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas, distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um, individualmente (1Coríntios 12.11).
Note que o bem coletivo é produzido a partir do individual. Trata-se de ferramentas que são dadas para cada um, segundo a vontade do Espírito, com a finalidade de abençoar o coletivo.
Por isso, os dons precisam ser sempre considerados como ferramentas do Espírito, dadas a nós para que sirvamos à coletividade. Portanto, aqueles que pensam os dons em termos personalistas e completamente individualistas estão usando mal a ferramenta de Deus que lhe foi confiada e da mesma forma os que se omitem.
Trabalhando, portanto, o principal  problema a ser considerado  na igreja de Corinto, Paulo irá ilustrar as capacitações dadas pelo Espírito com a figura do “corpo humano”.
Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também nós com respeito a Cristo (1Coríntios 12.12).
O texto  irá transcorrer com a insistência de Paulo para que eles compreendessem que não importa qual o dom que possuíam, cada um tinha uma função e todos eram importantes, afinal, o pé e o olho são partes importantes do corpo e a falta de um prejudica o outro.
Não podem os olhos dizer à mão: não precisamos de ti; nem ainda a cabeça aos pés: não preciso de vós. Pelo, contrário, os membros do corpo que parecem ser mais fracos são necessários (1Coríntios 12.21-22).
Essa unidade conceitual estava baseada em duas premissas: todos precisamos do Espírito e precisamos uns dos outros. Assim, a obra de redenção, promovida pelo Espírito Santo, é realizada pela instrumentalidade dos crentes através dos seus dons, quando estes servem uns aos outros.
Devemos trabalhar visando o crescimento dos outros por uma razão simples: por amor a Deus e ao próximo. Quando eu começo pensar no outro e no fato de que Deus se agrada de que ele cresça e alcance maturidade espiritual, eu  atuo por amor a Deus para que Deus se alegre. Mas, também quando faço isto, ajo por amor ao próximo, para que o outro esteja agradando a Deus o que é bom para o homem. Isto é básico, porque viver assim é viver de forma biblicamente orientada, ou seja, cumprindo a Lei de Cristo. 
Dar-vos-ei coração novo e porei dentro  de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o  meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis (Ezequiel 36.27-28).
O Espírito Santo nos é outorgado para mover nossa mente no sentido de um modelo de vida de amor e serviço. O resultado de uma igreja cujos membros usam os seus dons para alegrar a Deus e beneficiar o seu  próximo é que  ela amadurece e ser fortalece, preparando-se para a vinda de Cristo.
Essa mesma perspectiva encontramos no texto de Efésios, onde Paulo informa que o propósito das diversas atividades do corpo é o seu aperfeiçoamento:
E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro (Efésios 4.11-14).
Aperfeiçoamento dos santos - Entre os elementos que podemos observar neste texto, destacamos inicialmente que a divisão de tarefas dentro do corpo tem como finalidade a busca do amadurecimento dos que fazem parte do corpo, com um alvo bastante elevado: “perfeita varonilidade”.

Essa perfeita varonilidade é alcançada dentro de um contexto de “unidade da fé e conhecimento do filho de Deus”. Em outras palavras, os dons são ferramentas espirituais que Deus usa para lapidar sua igreja, entalhando no caráter, mente e alma do seus filhos todos os elementos necessários para que sejam semelhantes ao perfeito unigênito de Deus.
Por isso, não  é incomum que vejamos que os crentes que mais amadurecem e ser fortalecem na fé, mais perseveram e colaboram para o reino são  os que de alguma maneira estão à serviço, usando seus dons e abençoando vidas, sem procurar a autoglorificação.

Conclusão
É muito importante que fique claro que o organizador da Igreja é o espírito, sendo sua atividade central para a vida e desenvolvimento da igreja. Portanto, nada do que temos como igreja deve ser considerado como uma conquista pessoal, meramente por poder humano. Ao contrário, tudo o que a igreja tem e é, quando o tem e é para a glória de Deus é “dom do Espírito” (pneumatikon).
Outro aspecto importante é que o Espírito faz como lhe apraz e concede os dons de forma a atender um bem coletivo, segundo  o seu plano para a Igreja. Isto implica em uma visão sempre positiva de qualquer dom e pessoa que esteja atuando no Corpo de Cristo.
O terceiro aspecto que desejamos enfatizar é que este trabalho de coletividade, exige que aprendamos a realizar as nossas tarefas e usar os nossos dons segundo a premissa do amor a Deus e ao próximo.
Essa visão dupla nos levará a pensar que agradar a Deus com o crescimento do próximo é o modo mais correto de minha vida cristã passar a ter maior sentido. Afinal, quando vivo apenas para mim mesmo, pensando que preciso de ferramentas para meu crescimento espiritual, quase sempre cresço menos que o esperado. Por outro lado, quando mantenho uma vida de serviço ao próximo, pensando na glória de Deus por meio do crescimento do outro, tendo a fortalecer-me na fé, muitas vezes de forma totalmente inesperada, outras até imperceptível. Pois o nosso crescimento vem de Deus e não de nossos esforços e méritos autocentrados.


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Pneumatologia - O Espírito Santo como: O Organizador de Tudo - Prof, Diac. Marcelo Guadanholi.

Pneumatologia: se refere ao estudo do Espírito Santo.
A Obra do Espírito Santo.
Tema: O Espírito Santo como: O Organizador de tudo.

·        Hoje vamos falar como é essencial a participação do Espírito Santo na Criação.


·        A obra do Espírito Santo consiste em levar toda a criação ao seu destino, ao seu propósito final, que é a glória de Deus.
- O Espírito é o Organizador, Condutor e Guia que leva toda a criação ao seu destino que é glorificar a Deus.

Regeneração                                                   Santificação                                                  Glorificação
I_____________________________________I___________________________________I

Quem vai conduzir esse processo é o Espírito Santo.



- Criação são todas as coisas que Deus fez: Flor, cachorro, estrelas, homem etc...

·        Contudo, quão diferentes eles são, e quão variadas são suas maneiras e intensidade de glorificar a Deus.


·        É evidente que, enquanto toda flor e estrela aumentam sua glória, a vida dos anjos e dos homens é de muito maior importância para seu reino e, novamente, entre esses, estão mais intimamente relacionados à sua glória aqueles a quem ele colocou em posição de autoridade, mais próximo de todos os seus filhos gerados pelo seu Espírito Santo, e admitidos ao seu pavilhão secreto.

·        Nós concluímos então que a glória de Deus é refletida mais em seus filhos e visto que nenhum homem pode ser filho dele, a menos que ele o tenha gerado, nós confessamos que sua glória é mais aparente em seus eleitos ou em sua Igreja.
(Romanos 8: 9)

- Conseqüentemente, temos a pergunta: “Como é que a multidão dos eleitos alcançará sua perfeição final?

·          A resposta não pode ser duvidosa. Os filhos de Deus nunca podem realizar seu fim glorioso a menos que Deus habite neles, usando-os como seu templo. (I Coríntios 6: 19-20).

·        O desejo de Deus para conosco é que possamos conhecer Deus face a face, e gozarmos da felicidade da comunhão mais íntima com o Senhor.

·        Isso pode acontecer em nós, pela habitação de Deus em nosso coração, e visto que é a Terceira Pessoa da Santa Trindade que entra no espírito do homem e dos anjos, é evidente que os propósitos mais elevados de Deus são concretizados quando o Espírito Santo faz do coração do homem seu lugar de habitação.

·        Conseguimos ver claramente o agir do Espírito Santo na vida do homem, após a sua conversão, no desenvolvimento da salvação.


·        Quando o pecado entrou no mundo, um poder apareceu para distanciar o homem e a natureza do seu destino. Assim é que o Espírito Santo deve antagonizar o pecado; o Seu chamado é para aniquilar o pecado; e apesar da oposição do pecado em evitar que os filhos de Deus bem como toda a criação alcancem o seu fim.
(Romanos 8: 18-25)



·        I Pedro 3: 18
- Jesus abriu o caminho para Deus e o Espírito nos conduz nele.



·        Ele tomou sobre si a responsabilidade de trazer todas as coisas até o seu destino, seja sem a interferência do pecado, ou seja, apesar dela.
- Salva os eleitos, restaurando o seu coração.
- Da inspiração para escrever a palavra de Deus.


Conclusão

·        O Espírito organiza tudo.
- Quem nos faz enxergar que somos pecadores, e que necessitamos de Jesus para termos vida?
O próprio Espírito.
Romanos 8: 1-6/ Romanos 8: 11/ Romanos 8: 12-17/ Romanos 8: 26-27.

- É Deus que vem a nós pelo seu Espírito e não nós que vamos a Deus.



Aplicação

Aprendemos que o Espírito nos conduz a ter uma vida que glorifique a Deus.

Como eu posso glorificar a Deus?
Busque o reino dEle. Buscar o reino de Deus é fazer a vontade dEle aqui e agora.


Como eu posso aprender a buscar o reino de Deus?
Use alguns meios de graças que Ele nos concedeu:

- A palavra que foi inspirada pelo o Espírito.

- A oração que também é conduzida pelo Espírito.



                                                           

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Pneumatologia - A Pessoalidade do Espírito Santo

Lição 1 – A Pessoalidade do Espírito Santo

Texto base: 2 Coríntios 3.18



Objetivo desta lição
Nesta lição, desejamos que os alunos saibam argumentar biblicamente em favor da pessoalidade do Espírito Santo e compreendam as implicações da mesma.

Introdução
Não resta nenhuma dúvida de que nos dias atuais existe uma grande confusão teológica ligada ao tema “Pessoa e Obra do Espírito Santo”. O avanço do pentecostalismo e principalmente a explosão do neopentecostalismo definiram uma demanda teológica muitíssimo importante no cristianismo protestante: uma compreensão maior da “Pneumatologia” (Estudo da Pessoa do Espírito Santo).
A ênfase neopentecostal no “poder” do Espírito Santo, diminui a visão de sua pessoalidade. Afinal, sua visão enfatiza fortemente os resultados da presença do Espírito na Igreja e apaga a importância do próprio Espírito como pessoa. Sua concepção do que é o “batismo com o Espírito Santo” está focada ao considerá-lo apenas como o “poder de Deus” derramado sobre a igreja e omite os valores da sua vontade e do relacionamento pessoal do crente com o Espírito.  
Por outro lado, a omissão do protestantismo histórico sobre o tema, produz uma certa ignorância teológica sobre a pessoa e obra do Espírito Santo e isto desemboca no mesmo problema que é a produção de um relacionamento pessoal apático e deficitário do crente com o Espírito Santo.
Nas lições deste trimestre procuraremos desenvolver uma conceituação bíblica da pessoa e obra do Espírito Santo, buscando enfatizar a importância de um relacionamento equilibrado e vivo do crente com o Espírito.

1 – A Importância de Uma Visão Bíblica e Sadia da Pessoalidade do Espírito Santo
Somente uma visão bíblica da pessoalidade do Espírito Santo nos proporcionará um relacionamento adequado com Deus. Afinal, o Espírito Santo está no começo, meio e fim da nossa nova em Cristo Jesus.
Sem a obra do Espírito Santo e o seu agir em nosso coração, nosso relacionamento com Deus é impossível, afinal somente podemos viver o relacionamento filial com Deus, por meio do Espírito que habita em nós (Rm 8.14-16).
A – O Espírito Santo Como Fonte da Nova Vida em Cristo
Muitas são as razões para que nos importemos em ter um relacionamento pessoal com o Espírito Santo. No entanto, a ênfase bíblica é que este relacionamento deve ser profundo e abundante porque o Espírito Santo é o condutor da nova vida que temos em Cristo.
O Espírito Santo é responsável pelo surgimento de uma nova vida em nós (Tt 3.4-6; Jo 3.5-6) e sem esta obra do Espírito não existe nenhum relacionamento filial entre o homem e Deus (Rm 8.14-16). Portanto, dependemos da obra pessoal do Espírito Santo e de sua vontade regeneradora para que tenhamos vida em Cristo Jesus (1Co 12.3; 11).
B – O Espírito Santo Como Potencializador da Nova Vida em Cristo
Nenhum ser humano vivo permanece exatamente como era no dia do seu nascimento. Pelo contrário, imediatamente após o seu nascimento já apresenta os sinais de um desenvolvimento natural, ou seja, ela passa por processos de amadurecimento biológico, intelectual, emocional etc.
Da mesma forma, nossa nova vida em Cristo não pode se limitar apenas ao surgimento do novo homem, mas carece de um desenvolvimento (1Co 3.1-2). Este desenvolvimento é potencializado pelo Espirito Santo, quando passa a suprir nossa mente com uma nova percepção sobre Deus e a vida (Jo 16.13).
Paulo compreendeu que a presença do Espírito Santo na vida do crente não é estática, mas dinâmica, isto é, ele não apenas cumpre a função de nos dar vida, mas nos ajuda a desenvolvê-la e amadurecê-la para que nos tornemos mais santos e habilitados para agradar a Deus (Rm 8.5-11).
C – O Espírito Santo Como Garantidor da Nova Vida em Cristo
Um outro aspecto que aponta para a importância da nossa relação pessoal com o Espírito Santo é a obra que ele faz como selo ou garantidor da nossa nova vida em Cristo (Ef 1.13-14).
Paulo indica o Espírito como o “penhor” que garante que pertencemos a Deus até o fim. Assim como no mundo antigo o selo garantia a autenticidade de uma carta e estabelecia sua inviolabilidade, da mesma forma, a presença do Espírito Santo em nós é que garante que pertencemos a Deus e nos protege nesta condição (Ef 4.30).
Assim, o Espírito Santo é apresentado na Escritura como a fonte, o desenvolvimento e a garantia da nossa vida em Cristo Jesus (2Co 3.17-18).

2 – Provas Bíblicas da Pessoalidade do Espírito Santo
Alguns elementos indicam a individualidade de uma pessoa, tais como, vontade, sentimentos, pensamentos próprios, autodistinção etc. Estes elementos que distinguem uma individualidade pessoal aparecem nas Escrituras relacionados com o Espírito Santo. Veremos a seguir alguns destes elementos da pessoalidade do Espírito conforme as Escrituras apresentam.
A – Distinção entre o Espírito e as demais pessoas da Trindade
Logo no início do relato bíblico da Criação, o Espírito Santo é apresentado em uma atividade reguladora, sendo portanto, considerado distinto de Deus, compreendido como a figura do Pai (Gn 1.2). Aqui, como em outros lugares, o Espírito é chamado de “o Espírito de Deus” (Gn 41.38; Jó 33.4; 1Co 12.3) e isto claramente indica a distinção entre a pessoa do Espírito e do Pai (Deus).
O Espírito Santo também é chamado nas Escrituras de “o Espírito de Cristo” (1Pe 1.10-11; Gl 4.6). Desta forma, os textos bíblicos distinguem o Espírito Santo da Segunda Pessoa da Trindade, o Filho.
Não somente denominando-o de Espírito de Cristo, mas a Bíblia faz a distinção entre o Filho e o Espírito, quando indica que o filho envia o Espírito (Jo 16.7).
  
B – O Espírito Santo tem sentimentos pessoais
Algumas vezes, as Escrituras se referem ao Espírito Santo enfatizando seus sentimentos pessoais. Esta maneira de se dirigir ao Espírito mostra mais um componente de sua pessoalidade real. Pois, uma mera energia, ou força não tem sentimentos.
Paulo alerta sobre o fato de que podemos “entristecer” a pessoa do Espírito Santo (Ef 4.30) e o escritor aos Hebreus revela que ele pode se sentir ultrajado (Hb 10.29).

O Espírito, por amor, percebendo nossa fraqueza, intercede por nós e expressa o seu sentimento e urgência e necessidade a nosso respeito quando o faz com gemidos inexprimíveis (Rm 8.26).

domingo, 25 de janeiro de 2015

Aula na IP Diadema-SP - Vida Cristã Como Resposta


A Vida Cristã Como Resposta ao Mundo Caído 



Objetivo desta lição
Esperamos construir elementos para o aumento do desejo dos alunos de interagirem em seu meio social, oferecendo uma resposta cristã à cultura secularista. Trabalharemos o conceito de pregação evangelística e pregação cosmovisional como uma ferramenta para o entendimento dos níveis de atuação da igreja neste mundo caído.

Introdução
  Nem sempre os cristãos sabem como agir neste mundo. A cosmovisão secularista, que tomou conta da sociedade ocidental, tem entrado em um grande e caótico abismo de incertezas e esta é uma grande oportunidade para a reinserção de valores bíblicos.
Mas, a Igreja precisa compreender sua tarefa, ter o senso de sua urgência e conhecer as ferramentas de que dispõe para isto. Nessa aula, buscamos expor a necessidade de uma resposta cristã abrangente, para a aplicação da cosmovisão cristã a todas as áreas da vida e cultura humana.
1 – A Necessidade de Uma Resposta: Pregar o Evangelho
A igreja foi enviada ao mundo com uma resposta: o evangelho. Mas, o que é o evangelho? Muito embora, possa parecer simples responder essa questão, uma resposta mais completa é necessária para que compreendamos exatamente que mensagem temos para o mundo.
O evangelho anuncia que o homem perdeu sua referência primordial da criação, sua teocentricidade; que deixou Deus, ao aliar-se pecaminosamente a outro deus, o ego. O Evangelho anuncia que, por essa rebeldia e quebra da lei criacional, o homem foi condenado (Rm 2.11-16).
O evangelho também é o anúncio de que, em Cristo, todas as coisas serão redimidas e a mente do homem reintegrada ao princípio criacional teocêntrico (Rm 8.22-23). Essa resposta não diz respeito somente à salvação dos crentes ou ao céu, mas a uma proposta de um mundo, uma cultura e um ser humano referenciados em Deus (Rm 11.36).
O Evangelho é a ferramenta dos cristãos para construir ao seu redor as demonstrações mais claras deste reinado teorreferente, ou seja, a família cristã, a igreja cristã e a sociedade influenciada pela presença cristã (Cl 1.13-23).
A – Pregar o Evangelho porque o jardim está contaminado
Necessitamos dar uma resposta cristã à cultura secularista, porque a contaminação atingiu todo o jardim de Deus (Rm 8.20).
Não se trata apenas de um convencimento a respeito de uma opinião teológica ou religiosa. Para os cristãos bíblicos, o dever de cuidar do jardim e atender ao Mandato Cultural exige que nos manifestemos com preocupação sobre cada aspecto do mundo que nos cerca, que interfere na primordial tarefa da criação de glorificar a Deus (Sl 68.32-35; Sl 150.1-6; Ap 5.13).
Pregar é um dever, mas também um ato de amor (Rm 5.6-11). Esse ministério, chamado de ministério da reconciliação (2Co 5.18-30), é uma tarefa que se origina na necessidade que temos de conduzir as mentes de volta a Cristo (2Co 10.4-5), pois o pecado contaminou e levou os homens a viverem com a mente encoberta da verdade (2Co 4.3-6).
A cultura desenvolvida pelos homens, salvo exceções por concessão da graça de Deus, reflete essa contaminação e segue o ritmo egorreferente do coração humano (Pv 6.12-19; 19.3). Esse comportamento rebelde conduz a vida humana a condições ainda piores (2Tm 3.13).
B – Pregar o Evangelho Como ato de obediência do jardineiro
“Sal e Luz” – com essas figuras, Jesus descreve a necessidade da presença da igreja neste mundo (Mt 5.13-15). Ambas servem ao argumento de que o mundo está em declínio e trevas. Também nos mostram que estamos neste mundo para conduzir o jardim de Deus à sua função original: glorificar a Deus.
A ignorância sobre o papel da igreja talvez seja menos danosa que a omissão (Tg 4.17). Não podemos nos esconder atrás de desculpas ou nos amedrontar diante do desafio de trazer a este mundo a mensagem do Evangelho em sua totalidade cristocêntrica (Fp 1.27-30; Mt 28.18-20).
O mundo nos odeia por anunciar o reinado de Cristo, mas isso não é uma novidade para nós (Jo 15.18-21). Contudo, apesar da sempre crescente oposição (2Ts 2.3-4), a proclamação do evangelho é um dever do qual não podemos nos esquivar (1Co 9.16; 2Tm 4.1-2).
Fomos chamados para viver sob o comando daquele que governa todas as coisas (2Tm2.4-5). Esse papel de atalaia do reino de Cristo Jesus é a principal tarefa da Igreja, no cumprimento de seu elevado dever de conduzir tudo a Cristo (Mc 16.15).
C – Pregar o Evangelho para a glória do dono do jardim
O grande dever existencial de toda a criação é revelar a glória do Criador (Sl 19.1). O homem, entretanto, não somente revela a glória do Criador, mas é capaz de reconhecê-la racionalmente (Sl 8.3-9; Mt 5.16).
Reconhecer a glória do Criador é um ato mental que deveria conceder ao homem a mais completa sensação de gozo e o preenchimento total da sua alma, em uma plena e absoluta satisfação existencial (Sl 16.11; Fp 4.4). Mas, o pecado interferiu nesse elevado potencial da mente humana, provocando uma sombra devastadora que nos afastou dessa alegria em plenitude (Ef 4.17-19).
A pregação do evangelho busca trazer o homem de volta à sensatez, fazendo-o perceber a glória de Deus, expressa no seu jardim e no próprio ser humano, criado à sua imagem (2Co 4.1-5).
Por sua ligação vital e redencional com Cristo, a Igreja é a única agência credenciada para anunciar essa mensagem, do evangelho da glória de Deus (1Tm 1.11).
2 – Uma resposta cultural dinâmica e abrangente
Como agência proclamadora do evangelho, a Igreja não pode se conformar em oferecer uma resposta que não vise o resgate de toda a criação. Pois, todos os assuntos da vida humana estão correlacionados e dizem respeito à nossa relação com o Criador.
Ecologia, industrialização, ocupação desordenada do solo, a fome nos países do terceiro mundo, tudo isso, e muito mais, é de interesse do Evangelho restaurador. Por isso, devemos apresentar ao mundo uma resposta cristã para a cultura.
A – Renunciando os ídolos do coração
A resposta do cristianismo à cultura não alcançará grande resultado se o próprio cristianismo falhar em ser o modelo ideal a ser observado (Mt 5.16; 1Ts 1.6-7). Pois, o juízo de Deus à resposta humana começa pela própria Igreja (1Pe 4.12-19).
A Igreja é conduzida pelo próprio Deus para ser a parte visível do reino e servirá de parâmetro para o mundo, tanto para conduzir os homens a Deus, como para fazê-los cientes de seu erro (2Co 2.14-16). Portanto, os cristãos deverão encarar toda a realidade cultural caída e oferecerem-se como um novo padrão cultural, a partir da renúncia dos ídolos que controlam o coração do homem natural e o afastam de Deus.
A igreja é chamada a renunciar tudo o que a afastaria da verdadeira vida teorreferente. Em outras palavras, a igreja não pode servir a dois senhores (Mt 6.24). Sem rejeitar a estrutura maléfica do pecado, sua revolução cultural teocêntrica será impossível.
Como cristãos, não podemos aprovar ou sermos coniventes com a exploração dos pobres (Am 8.4-6), a mentira (Os 4.2), a cobrança de propina (Mq 7.2) e tantas outras mazelas do mundo caído. Cristãos conscientes do seu chamado devem ser modelos de renúncia da egorreferência, em favor de uma humanidade que viva segundo a Lei de Deus, o amor (Lc 10.25-37).
B – Apego às normas de Deus
A cultura humana é sempre uma expressão das cosmovisões dominantes. A cosmovisão cristã, por sua vez, deve produzir uma cultura de valores que se baseiem objetivamente na palavra de Cristo (Cl 3.16-17), para que não caia no erro humanista e seja traída pela corrupção do próprio coração (Jr 17.9; Pv 6.14).
Dentro de um padrão cultural cristão, temas como o aborto, pena de morte, taxa de câmbio, produção de alimentos etc., devem sofrer um exame e ter uma resposta condicionada aos conceitos estabelecidos nas Escrituras. Ou seja, todos os empreendimentos de análise e mudança cultural devem ser considerados à luz de um princípio bíblico objetivo (1Pe 1.24-25).
Não se trata de uma imposição de crenças para os que não confessam o cristianismo, mas de pressupostos cosmovisionais norteadores. Afinal, qualquer cosmovisão partirá de pressupostos pré-teóricos e uma genuína cosmovisão cristã bíblica tem como pressuposto as normas de Deus, reveladas nas Sagradas Escrituras (Cl 3.16-17).
A aplicação dos princípios da Escritura no sistema de análise e mudança cultural cristão não pode ter uma motivação meramente proselitista, com o fim último de converter as outras pessoas ao cristianismo. Mas, deve apresentar nosso entendimento de que as Escrituras apresentam uma cosmovisão única, que trata a realidade existencial a partir do equilíbrio da relação teocêntrica que todas as coisas e seres possuem com o Criador (Sl 24.1). Essa relação equilibrada está em harmonia com todas as verdadeiras e sinceras aspirações de paz e progresso que a humanidade almeja e precisa (1Tm 2.1-3). Aproximar-se dos conceitos das Escrituras é aproximar-se do bem, afastar-se delas é caminhar para o mal (Sl 119.150-152).
C – Um trabalho conjunto e interdisciplinar
Evidentemente, a aplicação do sistema cosmovisional cristão bíblico a todas as áreas da vida implica em um trabalho conjunto e interdisciplinar. Ou seja, ele não poderá se limitar à teologia, filosofia, pedagogia ou educação e ficar distante da matemática, engenharia, arquitetura ou qualquer outra área. Todas as áreas do viver humano devem ser analisadas e restauradas segundo princípios bíblicos existenciais (1Co 10.31).
Esse trabalho conjunto e interdisciplinar consiste em um esforço de construir uma consciência cristã ativa, por meio de cada cristão consciente em sua área de atuação social (Fp 2.14-16). Consciência ativa é a aplicação dos princípios cosmovisionais cristãos bíblicos a todas as áreas do conhecimento e da produção cultural humana (Hb 2.14).
Essa resposta cristã para a cultura é uma obra redencional, com o objetivo de trazer ao mundo uma cultura que respeite a Deus, quer na produção industrial, na criação cinematográfica, literária, saúde, política, pedagogia, arquitetura etc. Afinal, Deus é o Senhor de todos e de tudo (Sl 24.1; 1Cr 29.12; Ef 1.22-23; Ap 19.16).
3 – Pregação evangelística e pregação cosmovisional
Ao qualificarmos a pregação como “evangelística” e “cosmovisional” não estamos propondo um antagonismo entre ambas, mas uma visão de complementaridade.
A pregação evangelística tem como principal função anunciar a salvação em Cristo Jesus, por meio do ensino da fé e do discipulado cristão (Mt 28.19-20). Ela objetiva o resgate do homem do Império das Trevas para o Reino do Filho, por meio do sacrifício expiatório de Cristo (Cl 1.13-14).
A pregação cosmovisional, por sua vez, tem a principal função de dar aos que foram transportados do Reino das Trevas para o Reino do Filho a missão de serem sal e luz do mundo em trevas (Mt 5.13-16). O objetivo dessa pregação é o crescimento da consciência e influência cristã no cuidado com o jardim de Deus (Mandato Cultural).
Essas duas ênfases da pregação do evangelho se unem no grande propósito de glorificar a Deus (1Co 10.3). Elas nascem da mesma fonte, têm o mesmo princípio norteador e devem ser complementares.
A – Uma mesma fonte – as Escrituras
“Depois que ouvistes a palavra da verdade...” (Ef 1.13). Para os escritores bíblicos, pregar o Evangelho é pregar a “palavra da verdade”. A verdade de Deus sobre si, o mundo, o homem e todas as coisas está registrada nas Escrituras (Jo 17.17).
A pregação que visa a conversão do homem (evangelística) tem o seu poder no fato de ser a verdade sobre a sua condição espiritual. A salvação é a aplicação dessas verdades ao coração do homem e ocorre por meio do instrumento da pregação da verdade (Rm 10.17).
A cosmovisão cristã nasce de um esforço da aplicação das verdades da Escritura para a realidade natural do homem. A pregação cosmovisional tem como principal tarefa trazer ao homem, cristão ou não, aos princípios vivenciais da verdade. Por isso, a pregação cosmovisional não pode ter outra fonte para sua elaboração filosófica sobre vida que não seja a Escritura (2Tm 3.16-17).  
B – Um mesmo princípio norteador - Cristocentricidade
O objetivo da pregação do evangelho sempre será a glória de Deus e este propósito é alcançado quando levamos cativo todo pensamento à obediência de Cristo (2Co 10.3-5).
A pregação da verdade incita a presença de Deus na consciência humana. Essa consciência é despertada para reconhecer a glória de Deus na mediação da obra de Cristo (2Co 4.1-6). Quanto mais o mundo viver sob os desígnios e princípios do Reino de Cristo, mais Deus será glorificado.
Conduzir a Igreja e o mundo a pensar a existência segundo as bases do Evangelho e conduzi-los a Cristo é o propósito de toda a pregação, quer seja evangelística, quer cosmovisional.
C – Complementaridade - coerência
É possível que, algumas vezes, a conduta dos cristãos não seja um reflexo de sua fé (Jd 4). A pregação que nos conquista para Cristo deve também nos conquistar para viver segundo o padrão de Cristo (Ef 5.8-10).
 A pregação cosmovisional é um complemento da pregação evangelística. Pois esta nos conduz à conversão e aquela à santificação. Elas se complementam na Igreja porque conduzem a Igreja a um viver coerente entre o crer e o realizar (Fp 2.15-16).
A coerência entre fé e prática faz com que a vida dos homens salvos sirva de modelo para todos os demais. Por isso, a complementaridade entre o que se crê para a salvação e os princípios norteadores da vida é tão nescessária (Mt 7.24-27; Tg 1.25).

Conclusão
A pregação do Evangelho é a resposta cristã à cultura secularista. Ela deve ser fruto de uma reflexão bíblica sobre a verdade da realidade teocêntrica de todas as coisas criadas e um retorno a este princípio de vida.
Devemos considerar urgente a pregação do evangelho em resposta ao fato de que o “jardim de Deus” está contaminado com uma mentalidade intrusa que distancia a Criação do seu Criador. Também devemos nos empenhar pela Verdade da Palavra de Deus por obediência àquele que nos chamou ao Reino do seu Filho, o qual exige de nós que sejamos luz do mundo e sal da terra.
Diante destas propostas bíblicas para a pregação, resta-nos aplicar essa pregação a todas as áreas da vida. Esse esforço tem o objetivo de trazer todo o pensamento cativo à obediência de Cristo, na busca de duas coisas principais: a salvação dos eleitos do Senhor e a restauração da sociedade humana aos padrões que honram a Deus.
Aplicação

Você é capaz de identificar, ao menos três áreas de atuação social nas quais gostaria de atuar com uma proposta cosmovisional cristã bíblica? Compartilhe com os seus colegas, quais essas áreas e como acredita que poderia agir.